Minha Poética é caquética, Estética, Sintética, Antiética.
E a Dialética? A Cibernética? A Aritmética?
Morreram todas, em ordem alfabética. Restou a Poética: Esquelética.
Ch(oco)?
Queria ter saído dum ovo Dum ovo oco Coxo Chocado!
Queria ter sido um sapo Pra saltar feito um louco E soltar um coaxo Espantado!
3.31.2010
JÁ!
Vô mergulhá de cabeça Bancá o doido Antes que eu enlouqueça Antes que eu apodreça
3.26.2010
SE EU EXPLODIR...
DESENCANA E NÃO VAI ESCORREGAR COM MEUS PEDAÇOS COMO SE ELES FOSSEM RIDÍCULAS CASCAS DE BANANA SE EU CAIR NÃO ME LEVANTA SINTA-SE FORTE COM A MINHA DERROTA E LEMBRE-SE BEM QUE VOCÊ NÃO É UMA ANTA NEM TEM BOCA TORTA NA VERDADE NÃO IMPORTA SE EU EXPLODIR...
3.25.2010
Solitas,-tatis,subs.f.
Às vezes, é útero quente.
Noutras, o bote da serpente.
Permuta
Tua coxa em minha coxa Tua boca em minha coxa Tua língua em minha boca Tua coxa em minha boca Tua língua em minha coxa Tua coisa em minha boca Tua boca em minha coisa Tua coisa em minha coisa Tua língua em minha coisa Tua coisa em minha coxa Tua boca em minha língua Tua boca em minha boca
3.24.2010
Disfarce
Quero ser boneca na tua mão Boneca de pano Boneca qualquer Brinquedo disfarçado de mulher Pronto a abrir as pernas Na hora que você quiser
Poemeto explícito
Quero engolir teu pau Até o talo Quero beber teu leite No gargalo
A morte do spleen
Fico imaginando O tamanho do escândalo Mamãe abre a porta E a filhinha tá morta Mas não liga não É só evasão Matar-se pra quê? Melhor esquecer Tá ultrapassado Bancar o coitado O Mártir altivo Já foi destronado Engulo o desgosto A vida é assim Desenho o teu rosto E fujo de mim Façamos um brinde À morte do spleen