7.01.2010




Minha sede antropológica
Minha sede antropocósmica
Rosna

Ogi

Vanuclear


Hoje
Milenar
Antropocósmica sede minha

Antro


Pornogógica

6.19.2010


O pau dele é meu amigo
Seja mole ou endurecido
Seja curto ou comprido
O pau dele é divertido
Quer brincar sempre comigo
Seja
rijo ou oprimido
Quer brincar sempre comigo
Seja frio ou dolorido
O pau dele é divertido
Quer brincar sempre comigo
Seja fraco ou decidido
Quer falar sempre comigo
Se ele fala é divertido
Fica todo
esbaforido
E jorra leite esmaecido

6.18.2010

Ele não vê minha boca sem gritos
Ele não vê minha boca cem gritos
Ele não sem minha boca
Vê cem gritos
Minha boca não vê
Ele sem
Boca minha
Vê não
Cem gritos
Ele não vê
Gritos
Sem
Minha boca

5.08.2010

Outono

Pessoas fazem filhos.
Para cobrir espaços vazios.
Os filhos viram folhas, que caem aqui, voam ali, ao sopro das coisas.
Os filhos, que foram folhas, viram água, e escorrem aqui, inundam ali, como quem não quer nada.
Depois, os filhos que eram folhas e que foram água, viram pedra, e se fixam ali, se prendem aqui.
Escolhido o terreno, as pedras tornam-se pessoas:
Pessoas que fazem filhos.
Mas com um intuito apenas:
Cobrir espaços vazios.

4.27.2010


Minha Poética é caquética,
Estética,
Sintética,
Antiética.

E a Dialética?
A Cibernética?
A Aritmética?

Morreram todas, em ordem alfabética.
Restou a Poética:
Esquelética.
Ch(oco)?

Queria ter saído dum ovo
Dum ovo oco
Coxo
Chocado!

Queria ter sido um sapo
Pra saltar feito um louco
E soltar um coaxo
Espantado!

3.31.2010

JÁ!

Vô mergulhá de cabeça
Bancá o doido
Antes que eu enlouqueça
Antes que eu apodreça

3.26.2010

SE EU EXPLODIR...

DESENCANA
E NÃO VAI ESCORREGAR
COM MEUS PEDAÇOS
COMO SE ELES FOSSEM
RIDÍCULAS CASCAS DE BANANA
SE EU CAIR
NÃO ME LEVANTA
SINTA-SE FORTE
COM A MINHA DERROTA
E LEMBRE-SE BEM
QUE VOCÊ NÃO É UMA ANTA
NEM TEM BOCA TORTA
NA VERDADE NÃO IMPORTA
SE EU EXPLODIR...



3.25.2010




Solitas,-tatis,subs.f.

Às vezes, é útero quente.









Noutras, o bote da serpente.