Cópula
Oswald que me perdoe
Mas eu gosto é de uma rima
Você embaixo
Eu em cima
1.26.2010
1.14.2010
12.10.2009
Ode doméstica
O nome? Maria Clara. Mas de Maria Imaculada, a Clara não tinha nada. Nem de Clara a Maria tinha cara.
De claro, só o osso. O osso é história comprida...
Um dia, a Clara encheu a cara e pôs em prática a velha tara. Sentou na cama, seminua. No quarto, a luz gélida da lua. Clara Maria era só alegria. Olhou pro braço. Braço fino, braço de lavá roupa. Tomou a navalha. Navalha no braço de Maria Clara.
Mas de claro, só o osso.
O osso era a obsessão da pobre franzina. Tomou a navalha, riu pra janela e meteu no braço dela.
A lua tava toda tesuda, encarando na cara a Maria Clara desnuda.
Raspou a carne toda. Raspou o osso. Fez farofa. E ria, e ria e cantava. Maria era só alegria!
Era o fim! Findava já! Amanhã bem cedinho, o patrão ia esperá!
O nome? Maria Clara. Mas de Maria Imaculada, a Clara não tinha nada. Nem de Clara a Maria tinha cara.
De claro, só o osso. O osso é história comprida...
Um dia, a Clara encheu a cara e pôs em prática a velha tara. Sentou na cama, seminua. No quarto, a luz gélida da lua. Clara Maria era só alegria. Olhou pro braço. Braço fino, braço de lavá roupa. Tomou a navalha. Navalha no braço de Maria Clara.
Mas de claro, só o osso.
O osso era a obsessão da pobre franzina. Tomou a navalha, riu pra janela e meteu no braço dela.
A lua tava toda tesuda, encarando na cara a Maria Clara desnuda.
Raspou a carne toda. Raspou o osso. Fez farofa. E ria, e ria e cantava. Maria era só alegria!
Era o fim! Findava já! Amanhã bem cedinho, o patrão ia esperá!
11.26.2009
11.25.2009
ECTLIPSE
Para Felipe Ribeiro
Teu corpo é meu colchão
E meu cobertor.
Manteiga no pão.
Sublime arquitetura,
a tua figura.
Exata feitura.
Ainda te quebro os ossos co'a mão.
Só pelo prazer de desconstruir
a pétrea construção:
Tua razão.
Tua pele é veneno que eu quero tomar!
Fibra por fibra.
Gole após gole.
Até eu ficar de porre.
Porre de porra.
Para Felipe Ribeiro
Teu corpo é meu colchão
E meu cobertor.
Manteiga no pão.
Sublime arquitetura,
a tua figura.
Exata feitura.
Ainda te quebro os ossos co'a mão.
Só pelo prazer de desconstruir
a pétrea construção:
Tua razão.
Tua pele é veneno que eu quero tomar!
Fibra por fibra.
Gole após gole.
Até eu ficar de porre.
Porre de porra.

Título sem
Ah como eu queria escapar
À toda essa tragédia familiar
Pressão freudiana, kardeciana ou outro pensamento de linha qualquer
Fundado no absurdo de um óvulo de mulher
Quando gera um ser
Feito pra ganhar ou perder
Um ser capitalista, um ser digitalista
Hiperbolicamente desumanista
Ah o nariz empinado do fascista!
O Comte de Positivismo
O Darwin de Evolucionismo
As avessas tá ao mundo!
O calor tá iracundo!
Pra onde foi dona d'Arc Joana?
Um dia ainda me meto numa cama
E não saio mais
Pra onde foi o Exército dos Imortais?
E os assírios?
E os papiros?
Babilônia?
Nunca mais!
10.16.2009
Stier
Tua calma taurina
Me arrepia a crina
Contorcendo
E corrompendo
O resto de corrupção
Que ainda me vitima.
Tua sensatez pensada
Sem vestígio algum de mágoa
E nenhum arranhão sequer
Me arrepia o dorso
Sem que dê desgosto
Sem me converter.
Que pra me perder
Bastará fagulha
Bastará a injúria
Que você jamais me dará.
Que pra me envenenar
Bastará a gota
Da gota d'outra gota
De qualquer penúria
Que você jamais me fará passar.
Tua calma taurina
Me arrepia a crina
Contorcendo
E corrompendo
O resto de corrupção
Que ainda me vitima.
Tua sensatez pensada
Sem vestígio algum de mágoa
E nenhum arranhão sequer
Me arrepia o dorso
Sem que dê desgosto
Sem me converter.
Que pra me perder
Bastará fagulha
Bastará a injúria
Que você jamais me dará.
Que pra me envenenar
Bastará a gota
Da gota d'outra gota
De qualquer penúria
Que você jamais me fará passar.
Flora
São sonhos de bichos, de cães, de aviões caindo.
São lugares. Casas. Caminhos.
São ruas, becos, subidas.
São vilas.
Quando Flora sonha, é todo um mundo.
Realidade paralela.
Todo um mundo.
É continuação.
Aí acordo e é tudo um saco.
Quero dormir de novo.
Pra brincar,
Pra subir e descer rua,
Pra ir a festas escuras.
Em ruelas noturnas.
São sonhos de bichos, de cães, de aviões caindo.
São lugares. Casas. Caminhos.
São ruas, becos, subidas.
São vilas.
Quando Flora sonha, é todo um mundo.
Realidade paralela.
Todo um mundo.
É continuação.
Aí acordo e é tudo um saco.
Quero dormir de novo.
Pra brincar,
Pra subir e descer rua,
Pra ir a festas escuras.
Em ruelas noturnas.
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