3.02.2011

sempre atrás do que eu não sou

sempre atrás do que é bonito ser

engolindo bosta

arrotando ostra

dissimulando ter

o que pra mim parece não haver

não

não vou omitir os meus dias de cão

levo eles comigo ardendo ardido

sempre atrás do que eu não sou

escondendo o meu ganido














poemeto barroquianoadolescente, todavia sempre presente:


tudo o que eu faço é punido

tudo o que eu faço é sofrido

vivo na angústia suprema

de achar que minha vida é plena

3.01.2011


Aos poucos que acompanham este blog, anuncio: Ando rabiscando mais e escrevendo menos.

Espiem meu outro blog: http://kawakka.blogspot.com/

12.07.2010

Adjunto Adnominal

A substância concreta e abstrata que vem de mim te maltrata.

x

Complemento Nominal

Se eu for teu complemento, me chame pelo nome, e escolha bem o adjetivo, porque eu serei teu advérbio (de tempo todo), a substituta abstrata (puta!) pra qualquer pré - posição.
Pelados Anônimos



(Para perder a razão)



amor noturno + 1 caixa de cerveja = amor neurótico + restos de alguma certeza.

8.21.2010

Minha manha é não ter sanha
Vivo na medíocre esperança





(Ai, isso cansa...)




De alguns dias de bonança

8.17.2010

Heartache


Quem dera a vida fosse
Apenas um clipe do Gene Loves Jezebel

7.01.2010




Minha sede antropológica
Minha sede antropocósmica
Rosna

Ogi

Vanuclear


Hoje
Milenar
Antropocósmica sede minha

Antro


Pornogógica

6.19.2010


O pau dele é meu amigo
Seja mole ou endurecido
Seja curto ou comprido
O pau dele é divertido
Quer brincar sempre comigo
Seja
rijo ou oprimido
Quer brincar sempre comigo
Seja frio ou dolorido
O pau dele é divertido
Quer brincar sempre comigo
Seja fraco ou decidido
Quer falar sempre comigo
Se ele fala é divertido
Fica todo
esbaforido
E jorra leite esmaecido

6.18.2010

Ele não vê minha boca sem gritos
Ele não vê minha boca cem gritos
Ele não sem minha boca
Vê cem gritos
Minha boca não vê
Ele sem
Boca minha
Vê não
Cem gritos
Ele não vê
Gritos
Sem
Minha boca