sempre atrás do que eu não sou
sempre atrás do que é bonito ser
engolindo bosta
arrotando ostra
dissimulando ter
o que pra mim parece não haver
não
não vou omitir os meus dias de cão
levo eles comigo ardendo ardido
sempre atrás do que eu não sou
escondendo o meu ganido
poemeto barroquianoadolescente, todavia sempre presente:
tudo o que eu faço é punido
tudo o que eu faço é sofrido
vivo na angústia suprema
de achar que minha vida é plena

